O fisiatra é um médico especializado em medicina física e reabilitação. Fisiatras atuam em vários tipos de
problemas que causam deficiências, desvantagens e incapacidades - Desde uma dor nas costas até as seqüelas causadas por um trauma na medula espinhal ou os problemas motores e cognitivos causados por um derrame, por exemplo.
Eles vêem pacientes em todas as faixas etárias e tratam problemas que tocam em todos os principais sistemas do organismo.
Estes especialistas têm como objetivos melhorar a capacidade funcional destes pacientes, tentando devolver ao máximo sua independência e, assim, melhorar a qualidade de vida destes e de suas famílias.
Fisiatras tratam dor aguda e crônica, além de desordens musculo-esqueléticas. Pacientes fisiátricos incluem pessoas com artrites, tendinites, qualquer tipo de dor nas costas e lesões relacionadas ao trabalho ou ao esporte.
Portadores de amputações dos membros (congênitas ou adquiridas) são acompanhados desde a fase de pré-amputação até a sua protetização. Portadores de câncer podem ter a sua morbidade diminuída e sua qualidade de vida melhorada através da abordagem reabilitacional.
Pacientes com desordens neurológicas como lesões medulares e cerebrais traumáticas são tratados pelo fisiatra, abordando dentro destas as suas principais complicações. Além de lesões traumáticas, outras condições como sequelas de derrame (AVC) ou esclerose múltipla, assim como problemas no desenvolvimento neuro-psico-motor de crianças também são abordados.
Fisiatras geralmente trabalham em centros de reabilitação, hospitais e em consultórios. Freqüentemente, atuam dentro da ampla área da especialidade, mas alguns se especializam em sub-áreas, como: dor crônica, neuroreabilitação, medicina esportiva, reabilitação cardíaca, entre outras áreas.
sábado, 31 de julho de 2010
DOENÇA DE PARKINSON ,E TRATAMENTO DA PERDA DA VOZ
Li hoje um artigo publicado no Jornal Correio do Brasil ,que a doença de Parkinson pode ser detectada pela voz.
É bom saber que através da voz poderá ser diagnosticada mais cedo esse mal que acomete uma pessoa e a deixa sem pespectivas diante de um quadro que sempre nos assusta e que só com muita força e coragem sem saber mesmo de onde nos vem as duas ,conseguimos continuar a vida depois do diagnóstico.
Minha voz começou ficar mais baixa na faixa dos 35/40 anos e nessa época já as dores no ombro e braço direitos eram quase insuportáveis tendo as vezes passado as noites em claro qualquer posição na cama era incomoda.
Mas foi bem mais tarde,com Parkinson já diagnosticado e o tratamento sendo feito,que perdi a voz quase totalmente.
Foi em 2008 que tomei consciencia que as pessoas não estavam me ouvindo bem mais. Procuramos então uma Fonoaudióloga que usou o método Lee Silverman Voice Treatment com muita eficácia.
Graças a dedicação e capacidade profissional da Drª Denise Pistarino , que batalhou junto comigo, me incentivando nos momentos de desanimo e elogiando cada avanço alcançado, minha voz voltou, e em uma semana de tratamento constatamos avanço que estava previsto para um mes e meio mais ou menos.
Abaixo as bases do método.
Bases do método Lee Silverman para os transtornos da voz
No mínimo 75% dos individuos com Doença de Parkinson possuem distúrbios de fala que tornam a comunicação difícil, e aproximadamente 50% deles apresentam alterações na deglutição. A perda da comunicação limita a expressão, a confiança e interfere na qualidade de vida do indivíduo. A Doença de Parkinson gera transtornos significativos na fala, como redução da intensidade, voz monótona e pastosa.
Muitos indivíduos modificam seus hábitos, falando menos, deixando de sair de casa e tornando- se deprimidos, pela perda de confiança na sua maneira de se expressar. Esta situação pode ser minimizada por meio de um tratamento fonoaudiológico que possibilita uma melhora de fala e voz, amenizando o impacto da doença. O tratamento é chamado LSVT (Lee Silverman Voice Treatment), nome de uma paciente americana, a Sra. Lee Silverman, cuja família fez uma vultuosa doação para que se realizassem pesquisas em um método que pudesse oferecer resultados concretos e duradouros a esses paciente
Durante os 10 últimos anos o NIH-NIDCD (National Insntitutes of Health - National Institute for Deafness and Another Comunication Disorders) e o OE-DRR (Office of Education- Research) tem documentado a eficácia do método LSVT com resultados a curto e longo-prazo. Este método é a intervenção de reabilitação vocal mais pesquisada na fonoaudiologia.
O LSVT já ajudou milhares de indivíduos, melhorando sua voz e fala. A frase utilizada na divulgação do método “Minha voz está viva novamente” é usada por muitos pacientes e reflete as modificações obtidas. Com foco na função fonatória da laringe, este método promove melhorias nos subsistemas da respiração, articulação dos sons da fala e ressonância.
Uma recente comparação de pacientes atendidos com esse método e com terapia respiratória mostrou a superioridade dos resultados conseguidos com o LSVT. Além disso, estudos de imagem cerebral mostram áreas de ativação aumentadas após a administração do método, evidenciando as marcas da aprendizagem. O LSVT tem sido também aplicado em casos de paralisia de prega vocal, presbifonia( especificar) e em outras doenças neurológicas.
O método é realmente eficaz , deu resultado acima do esperado em meu caso.
Se hoje e pela voz já pode ser diagnosticado o Parkinson,isso é melhor ainda ,significando que as pessoas serão tratadas mas cedo e a possibilidadee de cura para elas poderá ser bem maior.
Doença de Parkinson e Dor
Sábado, Julho 24, 2010
Tenho lido muito a respeito de dor na doença de Parkinson.
Sinto muita dor, mas como tenho hernia de disco imaginava que era por isso.
Só que a dor é tamanha que está me incapacitando.
Conversei com algumas pessoas também portadoras que sentem muita dor,mas meu médico falou-me que minha dor não tem nada a ver com Parkinson,é da hérnia de disco lombar .
A Ressonnacia Magnetica mostrou 2 pequenas hernias que não justificam dor tão incapacitante.
Não sei o que fazer pois não estou aguentando a hidroterapia .Faço tudo muito bem , mas ao sair da água sequer consigo mover-me sem ajuda.Fico paralizada.Ai penso: é da hérnia ou do PK?
Resposta? O vazio.Porque cada profissional que procuro tem uma causa que nunca combina com a do outro .
Estou tentando ir tocando em frente mas cada dia tem sido mais complicado .
Fiz já várias modificações em meus hábitos,inclusive parei com a hidroterapia. Além de cara estava muito dolorida.
Troquei meu horário de trabalho. Antes trabalhava no período da manhã,agora meu expediente é de 13 ás 17;30hrs.
Sempre considerei-me uma pessoa otimista mas confesso estar desanimando porque tiro tudoo de letra mas dor ,francamente está duro de encarar.
Hoje , mesmo com a dor ,e apesar do analgésico não estar fazendo seu trabalho como deveria,estou muito feliz porque meu neto querido está aqui passando uns dias de suas férias escolares ( imagina aos 3 anos já tem férias ) e isso compensa tudo.
Bem, não queria passar menagem amarga, apenas peço que se alguém tem uma resposta ou sugestão estou ansiosa para saber como agir diante do quadro da danada da dor.
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